Proxy para MMS no Windows Media Player e VLC

No local onde trabalho, é utilizado proxy para bloquear páginas que nós, colaboradores, acessamos na internet. Todo o tráfego que tem como destino a internet deve passar pelo servidor proxy.

Rádios on-line, em geral, utilizam outro protocolo (MMS) que, por padrão (no Windows Media Player), não obtém as configurações de Proxy do Internet Explorer.

Em geral, os administradores não bloqueiam o acesso a rádios on-line no proxy ou Firewall. Assim, configurando o player com o proxy geralmente é o suficiente para que possamos ouvir a rádios on-line.

VLC

Para rádios que utilizam o formato M3U8 (como a Atlântida RS), é necessário utilizar o VLC, já que o Windows Media Player não possui suporte a este formato de reprodução contínua de áudio.

Para isso, expanda o menu Ferramentas > Preferências.

Ferramentas > Preferências VLC

Agora, na barra lateral esquerda, selecione Entrada / Codificadores. Em Rede, digite o endereço e porta do servidor proxy no formato:

[usuário:senha]@[ip/endereço]:[porta]

Configurações proxy do VLC

Usuário e senha são opcionais. Caso o servidor proxy não necessite autenticação, não é necessário informar usuário e senha. O proxy ficaria no formato [ip/endereço]:[porta]

Windows Media Player

Para configurarmos o Proxy no Windows Media Player, pressione a tecla <ALT>, expanda “Ferramentas e clique em “Opções…“.

Windows Media Player 12 - Ferramentas > Opções

Agora, abra a aba “Rede“. Em “Configurações do proxy de streaming“, selecione na lista o protocolo “RTSP“.

Caso você tenha implementado o WPAD (descoberta automática de proxy) na sua rede interna, selecione a primeira opção (Autodetectar configurações do proxy). Caso contrário, marque a opção “Usar o seguinte servidor proxy” e digite o número IP/endereço e porta do servidor proxy.

Rede > Configurações de Proxy (RTSP) do WMP

Dê OK para fechar a janela de configurações. Agora, no Windows Media Player, pressione a tecla <ALT> e selecione a opção Arquivo > Abrir URL… e informe a URL no formato “mms://”.

Caso o proxy necessite autenticação, o Windows Media Player perguntará o usuário e senha antes de iniciar a reprodução.

 

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Sobre os padrões de vídeo e áudio do Windows Media

NOTA: Não possuía muitos conhecimentos em relação a áudio/vídeo, e escrever este post me mostrou o quanto precisava pesquisar para explicar (e exemplificar) o que cada opção fazia (por exemplo, ao aumentar ou diminuir o sample rate ou bitrate). O resultado prático é óbvio – eles influenciam na perda ou melhora da qualidade do áudio/vídeo -, mas o por quê não. Isso me indagou a pesquisar mais como o áudio e vídeo são produzidos e armazenados e o resultado desse estudo está neste post da forma mais simples que pude encontrar para explicar, com exemplos do dia-a-dia e com vídeos do YouTube. Físicos e profissionais da área de áudio/vídeo, caso possam ajudar, por favor, sintam-se livres para comentar no final do post suas observações. o/

Queria inserir vídeos na minha apresentação final do Curso de Dicção e Oratória e, para isso, precisava converter alguns vídeos do YouTube para poder adicioná-los a Apresentação de Slides do PowerPoint.

Sabe aquelas mensagens que dizem que o vídeo não pôde ser reproduzido por falta de codecs? Eles decodificam o vídeo para que o computador possa formar a imagem na tela e sem o codec específico para aquele formato de vídeo ou áudio o computador não consegue “ler” o arquivo, mostrando a mensagem de erro. Isso explica por que um vídeo funciona no seu computador de casa e durante a apresentação ele não funciona: Seu computador possui o codec para reproduzir aquele formato de vídeo, mas o computador usado durante a apresentação não.

Para evitar esse problema (principalmente em apresentações), devemos dar preferências a formatos padrões de vídeos (ou seja, aqueles que o Windows possuí codecs nativos, sem precisar instalar nada no computador que vamos apresentar), como o WMV. Ele possui suporte desde o Windows 95 (com Windows Media Player instalado) e ao Linux (distribuições pós-2003); com isso, a possibilidade do vídeo não rodar durante a apresentação é mínima, mesmo que o computador seja o tanto quanto antigo.

Há alguns termos que você pode encontrar na hora de converter o áudio/vídeo que pode ser interessante abordar antes de começar o post:

  • Hertz: É a grandeza que usamos para calcular frequência. O nome é uma homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894). [7]
  • Imagine que uma lâmpada comum fique piscando uma vez a cada segundo. Essa piscada corresponde a oscilação. A frequência da oscilação, nesse caso, é uma vez a cada segundo. Aplicando a grandeza, corresponde a 1 Hz, e totalmente perceptível ao olho humano, certo? A televisão usa uma frequência de 60Hz (ou seja, atualiza a imagem 60 vezes por segundo), processo totalmente imperceptível ao ser humano [7].Frequência Elétrica
    Comentei sobre Hertz por que ele precisa estar claro para estudarmos o próximo item da lista:
  • Sample rate: É a fidelidade do áudio. [8] Sample vem de amostra, e rate vem de tempo, frequência. Ou seja, o número de amostras do áudio obtidas em 1 segundo. Quanto maior o Sample rate, maior a fidelidade do áudio já que um número maior de frequências do áudio são obtidas. [4][5]
  • Um pouco mais sobre frequência: Existem alguns apitos profissionais para treinamento de cachorros que não emitem sons, mas mesmo assim os cachorros sabem e correm em direção a quem está apitando. “Mas como?” Por que o apito funciona a uma 25-28 kHz. Sim, há som sendo emitido, mas nós não ouvimos, por que esta frequência é maior do que a frequência máxima que conseguimos ouvir (20 kHz). Como os cachorros podem ouvir uma frequência maior que a nossa, eles correm até a origem do som para ver o que é.
  • É como a imagem da TV (comentado no Hertz): A imagem é atualizada 60 vezes em 1 segundo (60 Hz) e nossos olhos não conseguem notar esta mudança. No caso do apito para os cachorros, o som muda 25.000 vezes (25 kHz) por segundo, mas o ouvido humano processa apenas 20.000 mudanças (20 kHz) por segundo. Sons emitidos acima de 20 kHz se tornam imperceptíveis , assim como a mudança na imagem da TV é imperceptível para nossos olhos.
  • timthumbReprodução
  • É o timbre (forma da onda e como ela se propaga) que nos permite diferenciar sons que possuem a mesma frequência. Por exemplo: O lá do piano e do violino possuem a mesma frequência (440 Hz), mas ao ouvirmos podemos notar que são produzidos por instrumentos diferentes, certo? Mais informações sobre timbres podem ser lidas na Wikipedia (que possui um artigo bem resumido e de fácil compreensão sobre isso).
  • Salvando apenas as frequências que o ser humano pode ouvir, diminuímos o tamanho do arquivo de áudio. Esta é a principal diferença entre MP3 e WAV: O MP3 é menor que o WAV por que ele mantém apenas os ciclos que podemos ouvir (20 kHz), enquanto o WAV mantém todas as frequências, mesmo aquelas que não podemos ouvir. Pessoas com uma audição mais aguçada conseguem perceber a perda de qualidade quando convertemos WAV para MP3.
  • Algumas pessoas são amantes do Vinil por que eles conservam todas as frequências do áudio, possuindo uma qualidade maior que o áudio digital.
  • Lembrando que o ciclo da onda somente termina quando ela atinge o ponto máximo (20 kHz), desce até o ponto mínimo (20 kHz) e volta ao nível de equilíbrio [9]:Frequência ElétricaSomando o ponto máximo (20 kHz) e o ponto mínimo da onda (20 kHz), obtemos 40 kHz.
  • Certo, mas por quê usamos 44.1 kHz e não 40 kHz? Isso tem a ver com os primórdios do áudio digital. O áudio e vídeo eram guardados juntos (VHS), e a frequência do áudio era a mesma do vídeo (44.1 kHz) [5][6]. Com isso, a frequência 44.1 kHz se tornou padrão até os dias atuais. Esse valor é importante por que algumas pessoas possuem uma sensibilidade maior a sons, podendo ouvir frequências de até 22 kHz. Para elas, usando 44.1 kHz, não há perda perceptível na qualidade de som.
  • Bitrate: É a integridade do áudio/vídeo. [8] Ao diminuirmos o bitrate notamos perda na qualidade da imagem (em vídeos) com pixels aparentes e no áudio o som se torna “abafado”. O bit rate interfere diretamente no tamanho do áudio/vídeo.
  • Usar CBR (Constant Bitrate) ou VBR (Variable Bitrate)? O VBR possui maior qualidade que o CBR por que o bitrate aumenta e diminui, já o CBR possui qualidade fixa. Em geral, o CBR é usado apenas em transmissões de áudio/vídeo (como conversas por webcam ou rádios on-line), já que o tamanho do arquivo de áudio/vídeo nunca varia, sendo interessante para pessoas com internet lenta. Por exemplo: Uma rádio está sendo reproduzida em 48 Kbps VBR. O radialista começa a transmissão de uma música que possui qualidade de 128 KBps. Se usarmos CBR, a qualidade de reprodução da música será de 48 KBps, havendo perda de qualidade mas sem apresentar travamentos em conexões de internet lentas. Ao usarmos VBR, a música será reproduzida em 128 KBps e, ao voltar ao interlocutor, ela voltará a 48 KBps. No VBR, 48 KBps será o mínimo de qualidade, enquanto no CBR este será o valor máximo. Por isso, usar VBR sempre é recomendado (poucas pessoas ainda usam internet discada). Use CBR apenas se o vídeo que você está convertendo usa CBR ou se você precisa diminuir muito o tamanho do vídeo.

Prism Video Converter

Voltando ao Windows Media: Abri o Prism Video Converter (programa que uso para converter vídeos), selecionei WMV e nas opções de conversão pude encontrar três versões do mesmo codec para selecionar! E agora? Pesquisando um pouco (e realizando testes) pude chegar as seguintes conclusões:

  • Windows Media Video 8 ou WMV2: Foi o formato que melhor apresentou qualidade de vídeo nos testes que pude realizar devido ao fato dos vídeos que converti possuírem baixa qualidade.
  • Windows Media Video ou WMV3: Considerei o WMV8 melhor nos testes que pude realizar por que o WMV9 possuí filtros para melhorar a qualidade do vídeo, como o blur [1] (quando nos referimos a vídeos, o nome correto é frame interpolation ou motion interpolation), MAS ISSO É RELATIVO. O blur torna a imagem um pouco “embaçada” para esconder os pixeis caso note que o vídeo possua baixa qualidade. Como os vídeos do YouTube possuíam pouca qualidade, o blur se tornava muito aparente e borrava todo o vídeo, tornando-o irreconhecível.
  • Windows Media Video 9 Screen: Ele é um formato otimizado para a gravação da tela (screen) do nosso computador. Não o use para outras situações, já que há perdas de cores e em trocas bruscas de imagem (por exemplo, está filmando uma cena e há uma mudança para outra cena muito rapidamente) há uma demora perceptível até que a imagem seja “trocada”. Como na tela do computador o conteúdo muda pouco (na maior parte é estático) este padrão é perfeito para tutoriais passo-a-passo como, por exemplo, gravar em vídeo como criar uma conta no Outlook e mandar por e-mail para um amigo este vídeo em anexo. Use-o apenas se o fundo do vídeo muda muito pouco e o vídeo possua poucas cores ou para gravações da tela do computador. Ele usa menos recursos do computador para reprodução de vídeo, sendo útil para computadores antigos. [2] (como computadores com Windows 98 instalados que podem apresentar travamentos ao reproduzir vídeos de maior qualidade).
  • Caso o vídeo seja de alta qualidade, o melhor é usar o WMV9, já que, nestes casos, o blur é quase imperceptível (por que é pouco aplicado) e resulta em um vídeo com uma qualidade tão boa quanto o original. Toda conversão gera perda, isso é importante notar. Convertendo como WMV8, há perda de qualidade em relação ao original (mesmo convertendo com o mesmo bitrate do vídeo original) e pixeis que não apareciam no arquivo original podem se tornar aparentes em vídeos de boa qualidade. Há poucas diferença (em MB) de tamanho entre o WMV9 e o 8 (em vídeos com o mesmo bitrate e sample rate, ou seja, mesma qualidade), apenas muda o tempo de conversão entre um e outro (enquanto o WMV8 levou segundos para converter um vídeo, o WMV9 levou o tempo de duração do mesmo vídeo para converter; como se o WMV9 converte-se segundo por segundo do vídeo enquanto o WMV8 converte-se vários segundos de uma vez).
  • Ambos os formatos possuem compatibilidade com o Windows 95 e superiores com Windows Media Player instalado.

Mas não somente precisamos selecionar o codec de vídeo que vamos utilizar. Precisamos selecionar o codec de áudio. Havia 3 opções para selecionarmos:

  • Windows Media Audio Voice 9: Usado para gravações. Ele é otimizado para diminuir ruído (estabilizando a frequência do áudio), como de Microfones, tornando o som mais limpo. Ele é útil para vídeos que possuem pouca qualidade no áudio. A perda de qualidade é perceptível apenas quando a frequência muda bruscamente (por exemplo: está em um diálogo entre personagens e logo começa uma música no fundo).
  • Windows Media Audio 9: Possuí qualidade de CD, possuindo qualidade 20% superior a seu antecessor (WMA 8) [2].
  • Windows Media Audio 10 Professional: Use-o apenas se estiver convertendo vídeos que possuem padrão surround (5.1 ou 7.1).
  • Todos os formatos acima possuem compatibilidade com Windows 95 e superiores com Windows Media Player instalado. O Windows Media Audio 10 Professional somente reproduzirá em sua máxima qualidade no Windows XP e superiores com Windows Media Player 10 (ou superior) instalado; caso contrário, ele reproduzirá no padrão WMA9 (stereo) [3].

[1] Windows Media Video – Wikipédia (Inglês) – http://en.wikipedia.org/wiki/Windows_Media_Video#Windows_Media_Video

[2] About the Windows Media Codecs – Microsoft Developer Center (Inglês) – http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/windows/desktop/gg153556(v=vs.85).aspx#windows_media_audio_9

[3] Windows Media Audio – Wikipedia (Inglês) – http://en.wikipedia.org/wiki/Windows_Media_Audio#Windows_Media_Audio_Professional

[4] Sample rate ou taxa de amostragem, saiba o que é – Tétrades – http://tetrades.com.br/2012/12/08/sample-rate-ou-taxa-de-amostragem/

[5] O Porque do Sample Rate 44.1 – Audioclicks – http://www.audioclicks.com.br/blog/2008/08/22/porque-441/

[6] Sample Rate – Mitos e Verdades – Audição Crítica – http://www.audicaocritica.com.br/pro-audio/196-sample-rate-mitos-e-verdades

[7] O que é frequência elétrica – Eletricante – http://www.eletricante.com.br/2012/07/o-que-e-frequencia-eletrica.html

[8] Optimal Audio Codec and corresponding format/option for the recording of voice in small and large lecture halls – Super User (Inglês) – http://superuser.com/questions/386777/optimal-audio-codec-and-corresponding-format-option-for-the-recording-of-voice-i

[9] Define-se comprimento de onda por… – Yahoo! Respostas – http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090831130216AABg7ln