Características técnicas e recarga de cartuchos de jato de tinta

Características técnicas

Um cartucho de tinta é composto de um container de suprimento de tinta que é descarregada na cabeça responsável pela impressão e uma tampa selando o container para que ele possa ter contato com o ar. Um dispositivo de memória semicondutora armazena informação relacionada a tinta está presente na superfície do container sendo revestido por um filme removível. (MATSUZAKI, 2002).

A qualidade de impressão é determinada pela resolução da cabeça de impressão, na qual depende da viscosidade da tinta (MATSUZAKI, 2002).

A comunicação entre o chip semicondutor de memória e a impressora é realizada através do contato entre eletrodos e o grupo de contatos. Porém, o chip semicondutor de memória é montado em um estado no qual é mantido sempre exposto, causando problemas quando o usuário vier a tocar o chip semicondutor de memória com os dedos, podendo quebrá-lo ou perdê-lo devido a eletricidade estática ou outros fatores. Quando este evento acontece, a impressora torna-se incapaz de ler a informação armazenada no chip semicondutor de memória para a correta realização da impressão (MATSUZAKI, 2002).

Realização da recarga

Uma despesa significativa associada com a operação de impressoras de jato de tinta é o custo de substituição de cartuchos de tinta quando esgotada a carga do cartucho. Durante o ciclo de vida da impressora, este custo pode ser substancial. Os componentes estruturais do cartucho de jato de tinta, porém, são razoavelmente duráveis e capazes de durar além da carga do cartucho. Como resultado, descartar um cartucho de tinta simplesmente porque a tinta esgotou é uma prática cara e desnecessária (GOLDMAN, 1993). A Ecorica vende cartuchos de tinta remanufaturados com preço de mercado entre 20% e 30% menor em relação a cartuchos novos. (MATSUMOTO, 2011).

O uso de um cartucho de tinta de cor única (ex. preto) para uso em impressão de documentos gerados por computador é hoje uma prática padrão. Por exemplo, a Hewlett-Packard comercializa cartuchos de jato de tinta #51608A para uso em impressoras Hewlett-Packard Desk Jet, Deskwriter e impressoras similares. O cartucho de jato de tinta tem sido fornecido pela Hewlett-Packard como descartável (não-recarregável). Porém, é conhecido há anos que estes cartuchos podem ser recarregados ao inserir uma seringa com tinta na abertura de ar no topo do cartucho com tinta suficiente para saturar a espuma dentro do cartucho (ONTAWAR, 1994). Um problema com esta prática, porém, é devido às aberturas de ar serem construídas somente para permitir a passagem de ar no cartucho enquanto a tinta é pulverizada, não sendo particularmente adequadas para aplicar tinta ao cartucho. (GOLDMAN, 1993).

Recentemente, a Hewlett-Packard introduziu um cartucho de jato de tinta descartável e não-recarregável (#51626A). O aumento da capacidade de tinta do novo cartucho foi acompanhada com a venda da abertura de ar tapada com uma fita plástica, que pode ser encontrada em um dos quatro lados da superfície do cartucho. Ao mesmo tempo que infla as aberturas de ar, elas não permitem acesso direto ao reservatório de tinta, que foi realocado dentro do cartucho de tinta, diminuindo a pressão de ar na câmara sob o líquido de tinta, prevenindo o gotejamento de tinta nos orifícios abaixo do cartucho (ONTAWAR, 1994).

REFERÊNCIAS

GOLDMAN, Barry M. Method and apparatus for refilling ink cartridges. US Pat. 5,199,470, 05 abr. 1993, 10p. Disponível em: https://www.google.com/patents/US5199470 Acesso em: 02 dez. 2016.

MATSUMOTO, Mitsutaka; UMEDA, Yasushi. Journal of Remanufacturing. 2011. Disponível em: http://journalofremanufacturing.springeropen.com/articles/10.1186/2210-4690-1-2 Acesso em: 02 dez. 2016.

MATSUZAKI, Makoto; SHINADA, Satoshi. Ink cartridge for ink-jet printing apparatus. US Pat. 6,416,152 B1, 09 jul. 2002, 18p. Disponível em: https://www.google.com/patents/US6416152 Acesso em: 02 dez. 2016.

ONTAWAR, Susan P.; KEEN, Fred. User refillable ink jet cartridge and method for making said cartridge. US Pat. 5,329,294, 12 jul. 1994, 11p. Disponível em: https://www.google.com/patents/US5329294 Acesso em: 02 dez. 2016.

A instalação do .NET 3.5 (NetFx3) falha com o Erro 3017 e HRESULT 80070BC9

O Erro 3017 é uma mensagem de erro genérica da Microsoft para “não foi nós mas alguma coisa travou”… [1]

Pode ser uma falha no acesso ao local que você está usando como source. O antivírus pode estar impedindo a instalação dos arquivos. Você pode tentar desabilitá-lo e tentar novamente.

O log abaixo (C:\Windows\Logs\DISM\dism.log) indica que o DISM falhou ao carregar os arquivos do sistema necessários para adicionar componentes opcionais ao sistema. Você pode tentar reparar a Component Store do Windows usando o SFC e CheckSUR/RestoreHealth. Você pode ainda realizar testes no disco rígido e na memória RAM para certificar-se que o computador encontra-se em bom estado.

2013-04-08 23:40:17, Error                 DISM   DISM Package Manager: PID=3756 TID=3768 Failed finalizing changes. - CDISMPackageManager::Internal_Finalize(hr:0x80070bc9)
2013-04-08 23:40:17, Error                 DISM   DISM Package Manager: PID=3756 TID=3768 Failed processing package changes with session options - CDISMPackageManager::ProcessChangesWithOptions(hr:0x80070bc9)
2013-04-08 23:40:17, Error                 DISM   DISM Package Manager: PID=3756 TID=3768 Failed ProcessChanges. - CPackageManagerCLIHandler::Private_ProcessFeatureChange(hr:0x80070bc9)
2013-04-08 23:40:17, Error                 DISM   DISM Package Manager: PID=3756 TID=3768 Failed while processing command enable-feature. - CPackageManagerCLIHandler::ExecuteCmdLine(hr:0x80070bc9)
2013-04-08 23:40:17, Error                 DISM   DISM.EXE: DISM Package Manager processed the command line but failed. HRESULT=80070BC9
2013-04-08 23:38:10, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3160 TID=3172 Failed to Load the provider: C:\Windows\TEMP\505F54F1-4977-4233-835C-8B6DA83BCAEB\PEProvider.dll. - CDISMProviderStore::Internal_GetProvider(hr:0x8007007e)
2013-04-08 23:39:23, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3756 TID=3768 Failed to Load the provider: C:\Users\ADMINI~1\AppData\Local\Temp\2\F1B7A223-F380-4F42-84BF-396D374EE80B\PEProvider.dll. - CDISMProviderStore::Internal_GetProvider(hr:0x8007007e)
2013-04-08 23:39:23, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3756 TID=3768 Failed to Load the provider: C:\Users\ADMINI~1\AppData\Local\Temp\2\F1B7A223-F380-4F42-84BF-396D374EE80B\IBSProvider.dll. - CDISMProviderStore::Internal_GetProvider(hr:0x8007007e)
2013-04-08 23:39:23, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3756 TID=3768 Failed to get the IDismObject Interface - CDISMProviderStore::Internal_LoadProvider(hr:0x80004002)
2013-04-08 23:39:23, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3756 TID=3768 Failed to Load the provider: C:\Users\ADMINI~1\AppData\Local\Temp\2\F1B7A223-F380-4F42-84BF-396D374EE80B\Wow64provider.dll. - CDISMProviderStore::Internal_GetProvider(hr:0x80004002)
2013-04-08 23:39:23, Warning               DISM   DISM Provider Store: PID=3756 TID=3768 Failed to Load the provider: C:\Users\ADMINI~1\AppData\Local\Temp\2\F1B7A223-F380-4F42-84BF-396D374EE80B\EmbeddedProvider.dll. - CDISMProviderStore::Internal_GetProvider(hr:0x8007007e)

Este erro pode estar ainda relacionado a inconsistências no registro do Windows, como podemos ver no log abaixo (C:\Windows\Logs\DISM\dism.log):

DISM Package Manager: PID=2536 TID=352 Error in operation: (null) (CBS HRESULT=0x80070bc9) - CCbsConUIHandler::Error
DISM Package Manager: PID=2536 TID=2292 Failed finalizing changes. - CDISMPackageManager::Internal_Finalize(hr:0x80070bc9)
DISM Package Manager: PID=2536 TID=2292 Failed processing package changes with session options - CDISMPackageManager::ProcessChangesWithOptions(hr:0x80070bc9)
DISM Package Manager: PID=2536 TID=2292 Failed ProcessChanges. - CPackageManagerCLIHandler::Private_ProcessFeatureChange(hr:0x80070bc9)
DISM Package Manager: PID=2536 TID=2292 Failed while processing command enable-feature. - CPackageManagerCLIHandler::ExecuteCmdLine(hr:0x80070bc9)
DISM Package Manager: PID=2536 TID=2292 Further logs for online package and feature related operations can be found at %WINDIR%\logs\CBS\cbs.log - CPackageManagerCLIHandler::ExecuteCmdLine
DISM.EXE: DISM Package Manager processed the command line but failed. HRESULT=80070BC9

O arquivo de log C:\Windows\Logs\CBS\CBS.log mostrava:

Info CSI 000000a7 Begin executing advanced installer phase 34 (0x00000022) index 246 (0x00000000000000f6) (sequence 278)
     Old component: [l:0]""
     New component: [ml:276{138},l:274{137}]"WWF-PerfCnt_ini, Culture=neutral, Version=6.3.9600.16384, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35, ProcessorArchitecture=x86, versionScope=NonSxS"
     Install mode: install
     Installer ID: {d82eedee-854e-4f9a-b458-ae1bc62a0e6b}
     Installer name: [16]"LodCtr Installer"
Info CSI 000000a8 Performing 1 operations; 1 are not lock/unlock and follow:
     (0) LockComponentPath (10): flags: 0 comp: {l:16 b:547843cbc942cf0124030000e4088408} pathid: {l:16 b:547843cbc942cf0125030000e4088408} path: [l:184{92}]"\SystemRoot\WinSxS\x86_wwf-perfcnt_ini_31bf3856ad364e35_6.3.9600.16384_none_086429b116eaedfd" pid: 8e4 starttime: 130396348381515426 (0x01cf42c9b949cea2)
Error CSI 00000002@2014/3/18:16:47:48.324 (F) Logged @2014/3/18:16:47:48.324 : [ml:242{121},l:240{120}]"RegQueryValue_ServiceFirstCounter("SYSTEM\CurrentControlSet\Services","Windows Workflow Foundation 3.0.0.0") fails (2,0)"
[gle=0x80004005]
Error CSI 00000003@2014/3/18:16:47:48.324 (F) Logged @2014/3/18:16:47:48.324 : [ml:354{177},l:352{176}]"Extract actual INI path "C:\Windows\inf\Windows Workflow Foundation 3.0.0.0\PerfCounters.ini" from "C:\Windows\inf\Windows Workflow Foundation 3.0.0.0000\PerfCounters_D.ini"."
[gle=0x80004005]
Error CSI 00000004@2014/3/18:16:47:48.324 (F) Logged @2014/3/18:16:47:48.324 : [ml:354{177},l:352{176}]"Extract actual INI path "C:\Windows\inf\Windows Workflow Foundation 3.0.0.0\PerfCounters.ini" from "C:\Windows\inf\Windows Workflow Foundation 3.0.0.0409\PerfCounters_D.ini"."
[gle=0x80004005]
Error CSI 00000005@2014/3/18:16:47:48.340 (F) CMIADAPTER: Inner Error Message from AI HRESULT = HRESULT_FROM_WIN32(1010)
[
[44]"The configuration registry key is invalid.
"
]
[gle=0x80004005]
Error CSI 00000006@2014/3/18:16:47:48.340 (F) CMIADAPTER: AI failed. HRESULT = HRESULT_FROM_WIN32(1010)

Pesquisando sobre a chave de registro mencionada no erro revelou que ela era relacionada a contadores de performance (Performance Counters).

Contadores de performance podem monitorar recursos do sistema como processador, memória, e atividade de disco e rede (I/O). Quando um desenvolvedor usa contadores de performance no seu aplicativo, eles podem publicar dados relacionados a performance. Contadores de performance estão disponíveis em sistemas Microsoft Windows 2000 e superiores. Eles podem ser visualizados usando o Monitor de performance (perfmon.exe). [3]

Um pouco mais de pesquisa me levaram a ferramenta lodctr.exe [2][4], e executando o comando abaixo em um Prompt de comando como administrador

Microsoft Windows [Version 6.2.9200]
(c) 2012 Microsoft Corporation. All rights reserved.

C:\Windows\system32>lodctr /R

Error: Unable to rebuild performance counter setting from system backup store, error code is 2
C:\Windows\system32>cd ..

C:\Windows>cd syswow64

C:\Windows\SysWOW64>lodctr /R

Info: Successfully rebuilt performance counter setting from system backup store
C:\Windows\SysWOW64>winmgmt.exe /RESYNCPERF

C:\Windows\SysWOW64>

restaurou os contadores de performance.

Mensagens sobre o resultado do comando podem ser obtidas através do Visualizador de eventos do Windows (eventvwr.msc).

No Windows 2000/XP/Server 2003 era necessário reparar os contadores de performance manualmente.

Você pode ainda usar a ferramenta Extensible Counter List (exctrlst.exe) disponível no CD de instalação do Windows XP/Server 2003 no diretório Support para certificar-se que em PerfOS a opção Performance  Counters Enabled está marcada.


REFERÊNCIAS

  1. Error 3017 in Dism /Online /Cleanup-Image /RestoreHealth – Windows Forum – https://windowsforum.com/threads/error-3017-in-dism-online-cleanup-image-restorehealth.188003/
  2. .NET 3.5 (NetFx3) Installation Fails With Error 3017 And HRESULT 80070BC9 on Server 2012 R2 – ManagedUX – https://managedux.com/2014/03/18/net-3-5-netfx3-installation-fails-with-error-3017-and-hresult-80070bc9-on-server-2012-r2/
  3. An Introduction to Performance Counters – Michael Groeger (2005) – CodeProject – http://www.codeproject.com/Articles/8590/An-Introduction-To-Performance-Counters
  4. LODCTR /R Error Code 2 – Microsoft TechNet Office Forums – https://social.technet.microsoft.com/Forums/office/en-US/9b01e1a6-d872-4f28-9280-f35d6ca02a9f/lodctr-r-error-code-2?forum=w7itprogeneral

Reparando uma instalação do Windows usando SFC e CheckSUR/RestoreHealth

Se mesmo após ler todo o post e seguir as recomendações nele os problemas continuarem, por favor, comente informando o conteúdo do arquivo de log do DISM (dism.log e CBS.log) e do SFCFix (SFCFix.txt) e, no Windows Vista/7, comente também o conteúdo do arquivo de log do CheckSUR (CheckSUR.log).

ÍNDICE

  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. DESENVOLVIMENTO
    • 2.1 COMPONENT-BASED SERVICING (CBS) [WinSxS]
    • 2.2 SERVICING PLATFORM (TrustedInstaller)
      • 2.2.1 Deployment Image System Management (DISM)
    • 2.3 WINDOWS RESOURCE PROTECTION (WRP)
    • 2.4 REVERTENDO A INSTALAÇÃO DE ATUALIZAÇÕES PENDENTES
    • 2.5 CORRIGINDO CORRUPÇÕES DA COMPONENT STORE
      • 2.5.1 System File Checker (SFC)
      • 2.5.2 CheckSUR / RestoreHealth
      • 2.5.3 SFCFix
      • 2.5.4 Reparo Manual
  • 3. CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXOS
    • ANEXO A: CÓDIGOS DE ERROS DO COMPONENT-BASED SERVICING

1. Introdução

Este post visa detalhar o funcionamento dos mecanismos de recuperação do Windows e como restaurar arquivos de sistema ausentes, substituídos ou corrompidos.

Continuar lendo “Reparando uma instalação do Windows usando SFC e CheckSUR/RestoreHealth”

Espaço em disco ocupado pelo Windows

As coisas recentemente mudaram com a disponibilidade de SSDs com capacidades de armazenamento inferior a tendência de drives de rotação. O consumo de disco do Windows crescia com o passar do tempo. Apesar de indesejado, o nível que isso era permitido era devido em grande parte ao aumento da capacidade de discos rígidos, combinado com a necessidade dos consumidores e foco de engenheiros em recursos de recuperabilidade, proteção de dados, a necessidade crescente de suporte a dispositivos, e a demanda para novos recursos inovadores. Porém, a proliferação de Solid State Drives (SSDs) mudou esta tendência, e está nos levando a considerar o impacto do espaço em disco de um modo muito mais inteligente do que o levado em consideração para o Windows 7.

Como todos nós já sabemos, adicionar novas funcionalidades consome espaço adicional em disco – no Windows ou qualquer outro software. Na verdade, o “código” ocupa uma porcentagem relativamente baixa do tamanho total do Windows. O código necessário para a instalação do Windows é aproximadamente 2 GB, enquanto o restante é devido a arquivos de exemplo, vídeos, planos de fundo de alta resolução, entre outros recursos que permitem aos usuários customizar sua experiência, e testar novos recursos.

Confiança e segurança foram considerações essenciais durante o processo de engenharia do Windows Vista. Grande parte do espaço total ocupado pelo Windows vem de um grande número de recursos de confiabilidade que os usuários dependem para restaurar o sistema, performance, proteção de dados e solução de problemas. Alguns destes recursos incluem a Restauração do sistema, hibernação, arquivo de paginação, backup do registro, atualizações e logs escritos por serviços. Cada um deles representa um “estado de backup” disponível para recuperar o sistema em situações diversas, algumas planejadas e outras não.

A Restauração do sistema e Hibernação são recursos que ajudam os usuários a recuperar o sistema e prevenir a perda de dados em situações como bateria baixa (hibernação), má instalação de aplicativos ou outro tipo de corrupção (restauração do sistema).

A Hibernação é usada primariamente em PCs móveis e salva seu trabalho no disco rígido e coloca o computador em um estado de extrema economia de energia. A Hibernação é usada em PCs móveis quando a bateria é drenada abaixo de um certo limite ou quando desligamos o computador sem usar a opção Desligar para estender a bateria o quanto for possível. No Windows Vista, a Hibernação também é usada automaticamente ao Suspender computadores desktop para manter uma cópia dos programas e trabalhos abertos. Este recurso é chamado Suspensão Híbrida (Hybrid Sleep) e é usada para salvar o estado para o disco rígido caso a energia falhe enquanto o computador estiver dormindo. Portanto, o tamanho reservado ao arquivo Hiberfil.sys é equivalente a quantidade de memória RAM do computador. A quantidade de memória RAM que acompanham os computadores aumentou de forma significativa, assim o espaço em disco ocupado pela Hibernação tornou-se mais notável do que antes. Este espaço deve ser reservado para garantir que em uma situação crítica de baixa bateria, o sistema pode facilmente escrever o conteúdo da memória para o disco. Qualquer usuário de PCs portáteis que já presenciou seu computador hibernando automaticamente quando a bateria está criticamente baixa pode apreciar a paz de espírito que este espaço ocupado provê.

Uma das razões por trás da compressão para salvar o arquivo de hibernação em disco não ser realizada: funcionalidades avançadas geralmente possuem a desvantagem de complexidade, que reflete-se em bugs em software ou pelo menos em comportamento inesperado. E comportamentos inesperados é tudo que um atacante precisa para obter acesso não autorizado. Outra razão é o modo como o NT inicia. Após o BIOS (ou EFI) passar o controle da iniciação para o NT, o bootloader inicia e carrega o suporte básico de hardware, que lê as informações de boot para saber onde o sistema está. É neste ponto que o arquivo de hibernação é carregado para a memória simplesmente copiando byte-por-byte. Tudo isso antes do kernel ser carregado, antes de qualquer driver complexo de sistema de arquivos estar presente. Para suportar compressão, uma lógica maior deveria ser puxada para esta camada. Ou, alternativamente, carregar os dados do arquivo de hibernação após carregar o kernel e todos os drivers associados e gerenciamento de memória. A primeira opção envolve tornar o sistema mais complexo (e assim mais exposto a falhas) enquanto a segunda opção torna a iniciação ainda mais longa.

A tabela abaixo exibe o espaço total ocupado pela instalação completa do Windows Vista Premium/Ultimate.

picture2_thumb

Aqui estão alguns itens que merecem destaque:

  • ~1GB para suporte a drivers. Windows Vista trabalha com milhares e milhares de dispositivos diferentes. A habilidade de plugar quase todos os dispositivos, mesmo sua impressora antiga, e tê-la reconhecida e instalada automaticamente é algo que os consumidores esperam do Windows. Nós recebemos muitos feedbacks para remover alguns drivers e a cada lançamento do Windows nós cuidadosamente polimos o suporte “in-box” a dispositivos de acordo com informações de telemetria relacionadas ao uso de dispositivos. A habilidade de instalar uma impressora ou dispositivo offline é um valor chave, especialmente para laptops, que representam quase a metade de todos os PCs sendo vendidos. Este cache local fica desatualizado a medida que fabricantes lançam atualizações para seus dispositivos, e como resultado, os usuários são direcionados ao Windows Update para obter a última versão quando um dispositivo é plugado. No futuro nós provavelmente poderemos assumir “sempre usar o Windows Update” mas a internet ainda não está presente na maioria dos lugares do mundo.
  • ~1GB de espaço ocupado por componentes do sistema para permitir um sistema de reversão e recuperação após a instalação de atualizações de segurança e recomendadas. Nós recebemos muitos feedbacks positivos sobre a robustez de manutenção. O desejo de desinstalar uma atualização específica por uma variedade de motivos continua sendo um importante indicador de confiabilidade. Uma das razões para disponibilizar a desinstalação de uma atualização ou service pack disponível é, como você sabe, permitir a desinstalação de uma atualização quando ela causa um problema. A questão é: “Quando você sabe que tudo está funcionando?” Alguns bugs são sutis e podem demorar a aparecer para alguns usuários.
  • ~1GB para suporte a hibernação necessária para prevenir perda de dados quando o computador encontra-se em estado de espera por muitas horas.
  • ~315mb de Fontes. Usuários do Windows falam muitas linguagens diferentes, frequentemente no mesmo PC, e desejam que o Windows “fale” com eles. O Windows Vista contém suporte nativo a fontes para permitir usuários com sistemas de um idioma possam ler ou acessar websites em outro.
  • ~52MB de arquivos de log. Sejam logs de eventos, de instalação de atualizações, ou logs de instalação de dispositivos, este espaço consumido torna-se crítico ao tentar diagnosticar um problema. Estes logs são frequentemente usados pela nossa equipe de suporte ou helpdesks corporativos para diagnosticar uma falha específica. [Este número é tão insignificante perto da quantidade de material legível que ele representa].

Disk Space – Engineering Windows 7 – MSDN Blogs – http://blogs.msdn.com/b/e7/archive/2008/11/19/disk-space.aspx

Exportando declarações do RAIS

O que é o RAIS?

É a declaração de ganhos do funcionário durante o ano que passou.

Exemplo: Estamos em 2014. Temos até 20/fev. para enviar ao MTE (Ministério do Trabalho) a declaração dos ganhos do funcionário usando o RAIS 2013.

Como exportar declarações do RAIS para o RAIS Genérico

Todos os anos, o MTE lança uma nova versão do RAIS para o ano vigente. Para declarações de anos anteriores, usamos o RAIS Genérico.

No diretório DADOS estão todas as informações salvas.

O programa é escrito em Delphi e usa o BDE como DB.

Arquivos para salvar:

  • BDEmp1999.DB, BDEmp1999.PX
  • BDVinc1999.PX, BDVinc1999.DB

RAIS Genérico 2007-2011

Podemos ainda gerar uma cópia de segurança do ANO no menu Utilitários > Cópia de Segurança.

Caso não seja possível importar para uma versão mais nova. (Ex: Já possui os arquivo citados acima na versão mais recente e sobrescrevendo-os perderá as declarações realizadas até o momento):

Abra o RAIS, no Menu Declaração > Gravar Declaração.

Após salvar a declaração, ela é salva em:

[Diretório de instalação do RAIS]\Transmite

Diferenças entre Modem, Hub e Switch

Neste artigo, vamos comentar um pouco sobre as principais diferenças de um modem para um hub e switch, e princípios básicos de funcionamento dos mesmos.

Modem

A maioria das pessoas usam um modem (roteadores NAT) em casa para conectar-se a Internet, e a maioria dos roteadores NAT oferecem alguma versão limitada do DHCP para atribuir automaticamente endereços IP para computadores de mesa, laptops, consoles de vídeo-game e smartphones e uma versão limitada do DNS para tornar possível a todos os dispositivos da rede conhecerem como os outros dispositivos são chamados. O DHCP lida com endereços, porém não diz aos outros dispositivos da rede quem possuí tal endereço; o DNS sabe relacionar nomes com endereços mas não atribuí endereços sozinho. (BigDinosaur Blog, 2012)

Um modem pode prover internet apenas para um computador, já que possuí apenas uma entrada para linha telefônica (de onde vem a internet) e uma entrada Ethernet, como pode ser visto na imagem abaixo:

Traseira do modem D-Link 500B

Traseira do modem D-Link 500B

Para que possamos compartilhar nossa internet com dois ou mais computadores precisamos usar hubs ou roteadores.

DSL-2640B

Existem alguns modens que possuem 4 entradas (ao invés de apenas uma), como o DSL-2640B, que descartam a necessidade de um hub/switch (eles atua como ambos [note a porta DSL]).

Hoje em dia, há uma tendência de substituição dos hubs pelos roteadores wireless (já que os hubs permitem apenas compartilhar nossa internet através do uso de fios, já os roteadores wireless nos permitem compartilhar tanto por fio quanto sem fio).

Hub (Concentrador)

Para que seja possível a comunicação de vários computadores em uma rede, podemos usar um hub.

Hub

O hub permite que os computadores possam compartilhar arquivos e impressoras entre si sem nenhuma configuração adicional, precisamos apenas conectar os computadores ao hub e podemos começar a compartilhar arquivos e impressoras (graças ao APIPA).

Quando conectamos um modem a um hub estendemos a capacidade que ele possui para, além do compartilhamento de arquivos e impressoras, o compartilhamento de internet. Não é necessário nenhuma configuração adicional, apenas precisamos conectar o modem a qualquer entrada livre no hub e a internet funcionará em todos os computadores automaticamente.

Qualquer informação enviada por um computador é recebida por todos os outros, mesmo que a informação fosse destinada para um destinatário específico. A placa de interface de rede descarta a informação não endereçada a ela, interrompendo a CPU somente quando pacotes aplicáveis eram recebidos, a menos que a placa fosse colocada em seu modo de comunicação promíscua. Essa forma de um fala e todos escutam definia um meio de compartilhamento de Ethernet de fraca segurança, pois um nó na rede Ethernet podia escutar às escondidas todo o tráfego do hub se assim desejasse.

Todo pacote que é enviado a uma porta do hub pode sofrer colisão; o hub realiza um trabalho mínimo ao lidar com colisões de pacote. Como a chance de colisão é proporcional ao número de transmissores e ao volume de dados a serem enviados, a rede pode ficar extremamente congestionada, em torno de 50% da capacidade nominal, dependendo desses fatores. Para solucionar isto, foram desenvolvidos “comutadores” ou switches Ethernet, para maximizar a largura de banda disponível.

Switch (Comutador)

Um switch é um hub “mais rápido e inteligente” (a grosso modo) devido ao modo como possibilita a conversa entre os computadores em uma rede mas, na prática, o cabeamento é idêntico e ele atua como um hub, não necessitando de nenhuma configuração adicional para compartilhar internet, arquivos e impressoras (tanto que é possível substituir um hub por um switch em uma rede sem nenhuma configuração adicional).

Switch Ethernet “aprende” quais são as pontas associadas a cada porta, e assim ele pára de mandar tráfego para as demais portas a que o pacote não esteja endereçado, isolando os domínios de colisão. Desse modo, a comutação na Ethernet pode permitir velocidade total de Ethernet no cabeamento a ser usado por portas de um mesmo switch.

É possível encontrar redes Gigabit Ethernet no mercado usando HUB mas pela norma a rede só pode ser usada através de um switch. Para usuários domésticos, o tempo de transmissão será maior, mas nada o que faça valer a pena migrar para a Gigabit. Como o switch é pouco utilizado por usuários domésticos (a quem este post se destina) devido ao alto preço, recomendo, para quem possui mais curiosidade ou um switch em casa, ler o post do Brainworks que compara Hubs e Switchs.

Referências

  1. BigDinosaur Blog, 2012.Running BIND9 and ISC-DHCP.